Aos 3 anos, cerca de 70% dos gatos têm acumulação de tártaro nos dentes

Os problemas dentários afetam cada vez mais precocemente os animais de companhia e ter uma rotina de higiene oral pode prevenir inflamação, dor oral, infeções e até a perda de dentes.

Estima-se que, aos 3 anos de idade, cerca de 70% dos cães e gatos já têm acumulação de tártaro nos dentes, um dos sinais de que a doença periodontal já está instalada.

Este tártaro, não é apenas uma questão estética, mas o resultado da acumulação de bactérias que começam por inflamar as gengivas, até se instalarem no espaço periodontal e acabar por destruir esta estrutura, comprometendo não apenas o dente e causando dor, mas podendo passar para a corrente sanguínea do animal e atingir outros órgãos.

Para evitarmos este cenário, devemos adotar uma rotina de higiene oral para o nosso cão ou gato.

Fotografia: Ninari | Pexels

O ideal, e mais eficaz, é a escovagem dos dentes, com uma pasta adequada.

Muitas das nossas pastas de dentes têm ingredientes, como flúor e xilitol, que são tóxicos para os nossos animais de estimação e por isso não devem ser utilizadas.

Pode usar uma escova com cerdas suaves ou, em gatos ou cães de porte médio a pequeno, uma dedeira própria.

Quanto mais cedo, pacientemente e com reforço positivo adotarmos esta prática, mais eficaz será a prevenção da doença.

Quando tal não é possível, podemos incorporar pó, líquidos, sticks ou snacks enzimáticos na dieta do nosso animal, para prevenirmos a acumulação de tártaro nos dentes.

Se o seu melhor amigo já apresenta sinais como mau hálito, dentes amarelados, salivação excessiva, sangue nas gengivas, dificuldade a comer ou perda de dentes, poderá já estar numa fase mais avançada da doença e necessitar de uma visita ao veterinário para avaliar se deverá fazer uma destartarização e/ou extração de dentes.

Quanto mais precocemente for feito este procedimento, maior a probabilidade de se conseguir fazer um tratamento eficaz sem haver perda de dentes e trazer mais conforto ao animal.

Existem alguns fatores que podem influenciar a progressão mais rápida da doença periodontal, como a alimentação, o uso de determinados brinquedos e a própria raça.

Por norma, cães de pequeno porte são mais propensos à doença periodontal do que os de grande porte, pela sua conformação de boca – todos têm 42 dentes, mas alguns ficam com menos espaço entre eles.

Nos gatos, as raças mais afetadas são os Persa, Maine Coon, Siamês e Ragdoll, que podem apresentar também gengivoestomatite – uma inflamação, com componente de doença auto-imune.

Fotografia: Gustavo Fring | Pexels

É fundamental fazer uma avaliação da boca e dentes do seu animal de estimação na sua visita anual ao Médico Veterinário e, a partir dos 7 anos de idade ou entrada na idade sénior, é recomendável que estas avaliações passem a ser realizadas de 6 em 6 meses para detetar mais precocemente qualquer alteração que necessite de cuidados.

Neste sentido, até 31 de agosto, as Clínicas Vet Planet estão a realizar uma campanha de sensibilização e de rastreio gratuito da higiene oral em cães e gatos.

Por: Dra. Catarina Mota, Médica Veterinária no Grupo Vet Planet

Fotografia de destaque: Hale Tat | Pexels

EnglishFrenchPortugueseSpanish